segunda-feira, junho 01, 2009

# 052

O menino orou um sorriso, iluminou o lugar, que se Adélia visse reconheceria como de oração. Sentia ali o simples, porque deus é isso, simples. Tão óbvio poder enxergar que só não vendo pra se ter atenção. O silêncio da roda era tudo o que queria, pra alguém dizer "passou um anjo". Abriu olho na hora e fez-se a luz: janela aberta, dois dentes nascendo. O que existe não é bom nem mau, só permanente e leite.

2 comentários:

Roney Freitas disse...

...e descobri este espaço onde me enxergo melhor: busco o infinito mesmo, em tudo. Sou assim, porque acredito no eterno que vence o efêmero. Se ontem eu quis o contrário foi em projeção do que na verdade não sou...

Amanda Ferreira disse...

pra superar esse dualismo que acaba com a gente.